segunda-feira, 22 de novembro de 2010

¿Cuántas preguntas ...




Os motivos que alegamos correspondem fielmente às nossas ações?
Podemos sempre dizer o que pensamos, a quem quer que seja?
E saber ouvir o que pensam de nós, de quem quer que seja a opinião?

¿Cuántas preguntas ...

O terreno da convivência entre as pessoas é movediço. Começa bem light, leve, no maior “oba, oba”. Com respeito, gargalhadas, discordância em alguns pontos também (assim não haveria a construção de diálogo e argumentações). E algumas vezes pode terminar como uma ligação perdida de celular.


Com o passar do tempo, o exercício da crítica fica mais aguçado, afiado.
É justamente nesse ponto que mora o perigo.


Nem sempre podemos acertar quando fazemos algum comentário. Pode-se discordar ou não. Argumentar. Se prestarmos mais um pouco de atenção, veremos que nem toda frase infeliz é pronunciada com o fito de atingir alguém, alguma coisa. Muitas vezes as pessoas dizem coisas apenas por dizer. Ou porque estão em um dia ruim. Sem querer tocar no intocável, sagrado, tocar na ferida, pisar no calo.



É como se a “estabilidade” da convivência desse espaço para falar sobre particularidades. “Se já falei outras besteiras antes, mais uma não vai fazer diferença.”
E às vezes, quando você tenta explicar, justificar sua opinião, aí é que piora a coisa. Pois quem está do outro lado, só fala, fala, fala. Num verdadeiro monólogo. E ouvir o outro que é bom...
Então, nem sempre o receptor pode aceitar, compreender o que é dito. Quando na verdade ele nem lembra que já falou das suas...


Temos hoje um “oi” burocrático. Educado.


Como já foi dito, as pessoas estão sempre muito ocupadas com seus amigos, seus aplicativos das redes sociais, com seus amores, seu trabalho.
E aí, quem tá do outro lado, finalmente descobre porque está .
Ela sempre ouviu as pessoas. E falou demais.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Quase acreditei...



Quase acreditei que não era nada, ao me tratarem como nada Quase acreditei que não seria capaz, quando não me chamavam por acharem que eu não era capaz. Quase acreditei que não sabia, quando não me perguntavam por acharem que eu não sabia. Quase acreditei ser diferente, entre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos. Quase acreditei estar de fora, quando me deixavam de fora porque... que falta fazia? E de quase acreditar adoeci; busquei ajuda com doutores, mestres, magos e querubins. Procurei a cura em toda parte e ela estava tão perto de mim. Me ensinaram a olhar para dentro de mim mesmo e perceber que sou exatamente como os iguais que me faziam diferente. E acreditei profundamente em mim. E tenho como dívida com a vida fazer com que cada ser humano se perceba, se ame, se admire de si mesmo, como verdadeira fonte de riqueza. Foi assim que cresci: acreditando. Sou exatamente do tamanho de todo ser humano. E por acreditar perdi o medo de dizer, de falar, participar e até de cometer enganos. E se errar? Paciência, continuo vivendo por isso aprendendo. E errar é humano."
(Autor desconhecido)


Lendo o texto acima, me vi nele em alguns pontos, ou quase todo. Embora eu ache muito arriscado o ser humano definir-se. Diz a música de Renato Russo: "não sou escravo de ninguém, e nem senhor do meu domínio."


Mas o que fica pra cada um de nós, de passagem por aqui, é que cada um tem as suas virtudes e defeitos. Bem clichê isso... Todos tem seus limites. Mas ainda assim, devem ser respeitados. Não dá pra ter medo de falar, de arriscar na vida. Perseverar, lutar, insistir (sem ser chato!) por aquilo que se quer, deseja, devem ser a ordem máxima da vida. Ainda que alguns momentos o esmorecimento tome conta de forma avassaladora, volte e recomece. Não dá pra voltar atrás e consertar um erro, um deslize, uma falha. Mas é possível daqui pra frente acertar mais, saber pedir e ouvir desculpas. E aprender que pra viver e aprender é preciso errar, afinal de contas, não é da natureza do homem a perfeição.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Uni duni tê



Há quanto tempo heim pessoal?!?!



Pensando no dia das crianças, em sentimentos, pessoas e palavras...
Nesse dia das crianças, pensei nas amizades da infância (e ultimamente, qualquer coisa me faz chorar...), naquelas pessoas que convivi na escola, que teoricamente eram descompromissadas, pois nosso compromisso era chegar no horário certo, fazer prova e passar de ano, sair da frente da escola somente quando quiséssemos.


Pensei nas brincadeiras (não sei andar de bicicleta, confesso desde já). Pulei muito elástico, corda, “academia”, brinquei de casinha, de fazer maquiagem em vovó, assisti muito Balão Mágico, Thundercats, Super Amigos, Tom e Jerry, Smurfs, Scooby doo. Brinquei com bambolê, ioiô, resta um, banco imobiliário, pega varetas (é melhor para por aqui, pra não denunciar a idade!). Falei o que pensava e as pessoas me entendiam por eu ser uma criança (Ela é uma criança, não entende nada!), apesar de algumas vezes ser repreendida. Causava risos.


Naquela época, era muito mais fácil cuidar do cabelo, da pele (sem depilação, sem estrias, celulite... as gordurinhas eram uma gracinha!). A mãe da gente achava o shampoo certo. Não tínhamos dúvidas quanto as roupas que vestíamos.


Hoje, as pessoas que encontro, são outras pessoas. Até eu, claro, sou outra pessoa. Pior? Melhor? Não sei. Sempre nos renovamos, mudamos. Alguns comportamentos do passado permanecem, outros não são mais adotados, outros transformados.


Não nos vemos mais nos corredores na escola, somente nos momentos burocráticos da vida, no máximo um “oi” no local de trabalho. A grande maioria hoje tem seu “diploma”. E agora é um tal de “eita, esqueci de te ligar, mas eu tô tão ocupada”. Como se o ouvinte fosse um desocupado. Encontramos-nos no supermercado, no médico. Sempre atarefados e com mil e uma historias de dores aqui e acolá, sempre com pressa...



Nossas brincadeiras hoje não são mais tão inocentes como antes, nossa diversão agora é outra. O jogo da sedução! Ainda que assistindo desenhos animados, esses que hoje são bem moderninhos, os príncipes deram lugar a aventuras de formiguinhas, bichos na floresta.
Hoje temos que pensar muito bem antes de falar sobre temas polêmicos de domínio público, sobre problemas pessoais dos nossos amigos, porque nem sempre falar o que pensa é o mais prudente e inteligente.



Mas será que fica alguma coisa disso tudo?? O que ficou pra trás e não volta??
Onde ficou a sinceridade que não magoava, nem irritava as pessoas? As palavras mudam as pessoas. De criança divertida, para adulto chato, intransigente, chato.
As brincadeiras mudaram, porque a época é outra, claro, nossas idades cronológicas são outras. Não dá pra pular corda de salto alto! A brincadeira de esconde-esconde é com outra finalidade...



Temos contas a pagar. Mesmo morando com nossos pais, temos responsabilidades com nosso nome na praça.



Corremos contra a balança, nem tanto por uma necessidade obstinada de parecer impecável, com tudo no lugar, mas para pelo menos permanecer no manequim 40 daquela calça jeans desejada, que faz um up grade nos glúteos.




Alguns podem até falar que as redes sociais, programas de mensagem instântanea estão aí pra aproximar as pessoas, fazê-las não perder o contato e até aproximá-las ainda mais. Antes eu concordava com essa ideia. Mas hoje, nem tanto assim. Elas tem sim seu benefício. Mas hoje deixa-se de lado a conversa olho no olho, o contato visual, para o contato virtual cheio de emoticons engraçadinhos.



E nesse ínterim, a vida da gente vai mudando, nós mudamos, uns dançam conforme a música, outros se recusam a dançar, ou por não saberem, ou não entenderem a música, e outros ligam o foda-se seguem felizes.





Não dá pra fazer um uni-duni-tê na vida.



P.S: Esta sou eu na foto. Não sei qual a idade. Mas hoje eu tenho cintura.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pra alegrar meu dia!

Hoje, enquanto me arrumava para ir trabalhar, deixei cair pelo ralo da pia do banheiro, R$ 110,00. Explico melhor... a minha lente de contato do olho esquerdo caiu, está no esgoto.


Senti uma furada no meu bolso e no meu coração.





Quando cheguei no trabalho, que abri o e-mail, não pensei que fosse ter nada interessante, mas eis que me deparo com a seguinte imagem e mensagem: "Não importa o quanto teu dia foi ruim, essa imagem vai te alegrar um pouco. E depois, mande-a a alguém para que também se sintam melhores".



Agora eu lhes pergunto, é ou não é pra alegrar meu dia?? É uma bela imagem, e vi bem direitinho, com meus óculos. Lentes de contato, só daqui a dez dias!

Bjoos!

sábado, 1 de maio de 2010

Por que é tão difícil fazer-se entendida??



Dizer o que pensa e sente sem ser mal interpretada, sem ser julgada, sem parecer chata, grudenta, inconveniente, arrogante, sem ser motivo de piada, de risinhos irônicos, sem causar mal estar porque as pessoas pensam que você é moderna ou antiquada demais.

Talvez eu devesse polir minhas opiniões, palavras. Confesso que às vezes sou bruta, estúpida demais, falo sem pensar nas conseqüências. Mas se eu mudar radicalmente, vou perder a minha essência, deixar de ser eu.

Posso mudar sim, mas não pra deixar de falar o que penso, sinto, quero, desejo. O negócio é controlar minhas idéias e pensamentos.

Pelo menos uma coisa é certa, aprendi que posso até trazer desaforo pra casa, mas sei devolver direitinho, com juros e correção.
E não faço isso por sede de vingança, mas como defesa, pra mostrar que tenho sangue nas veias, que tenho sentimentos, que meus ouvidos escutam e minha boca fala.

Às vezes existem coisas que quando falo e faço são imprevisíveis no resultado, e isso me dá meedo. Quando mando uma mensagem pra um celular de um amigo de outra cidade, não sei se ele vai gostar. Quando digo a uma amiga que não entendi o post do blog dela, e ela apaga. Quando a outra diz: “vou tomar banho, jantar e ver novela, mais tarde volto”, e eu respondo: ah você sempre faz isso.

O primeiro caso citado acima não deu pra entender mesmo o que aconteceu. Então desapeguei, abstraí. O segundo caso, também não entendi. Já o terceiro caso até entendo a danada, era só tem olhos e dedos pra teclar no pc com o love, então está perdoada. Talvez eu também fizesse o mesmo. Afinal de contas, não é todo mundo que agüenta ler minhas patadas verbais, ninguém é obrigado a falar sempre no msn. Pra isso existem as opções ausente, ocupado e a melhor de todas, off line. Essa última apelidada por uma amiga como “na moita”.

O problema de fazer-se entendida também pode residir no jogo de cintura que devemos ter nas situações. Saber rebolar o rebolation é fundamental nos dias de hoje. Ter mais paciência, tolerar, ignorar, e se for o caso, devolver o troco. Mas não devemos nunca, jamais, deixar de dizer o que pensamos, sentimos, se gostamos, se não gostamos.

Não sei os leitores do blog entenderam o que eu quis dizer, não sei se fui clara, se me fiz entender. Às vezes nem eu me entendo...

Mas estou percebendo que pra ser entendida tenho que abrir meu coração, deixar entrar o que é bom e colocar pra fora o que não me serve, o que não presta, o que é vazio. E com isso, espero ver-me entendida não como um ser passional, em constante ebulição, mas como alguém que gosta, que ama, que sofre, sonha, ama, deseja, tem raiva, saudades, nojo. E que só quer um espaço e dizer Ei, tô aqui!


Porque eu:

But I'm just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don't let me be misunderstood
” (Don't Let Me Be Misunderstood - The Animals)

E serei: sempre αpego pelo que vαle α penα, e desαpego pelo que não quer vαler.

Bjos e até o próximo. *-)