
É pessoal, voltei!!
Após um longo e tenebroso inverno e vácuo intelectual, eu voltei. Apesar de ter parado com os meus escritos, eu sempre via outros blogs, estava cheia de coisas dentro de mim pra falar, mas não conseguia, com a cabeça cheia de ideias, mas não sabia colocar no papel, nem falar verbalmente. Um horror, uma tragédia. A treva!!
Mas faltava-me ânimo...Muitas vezes sentava na frente do PC e dizia: hoje sai um post, hoje eu volto. Mas acabava “empalhada” com outras coisas de somenos importância, conversando com pessoas queridas, e até mesmo sobre assuntos instigantes e interessantes, mas ficava com preguiça de colocar em prática. Um horror meesmo.
Passaram-se três meses desde o último post...Mas nada de muito empolgante aconteceu comigo. Vai ver foi esse o motivo do abandono do blog...Reafirmei alguns conceitos. Destruí alguns preconceitos. Firmei amizades. Reafirmei outras. Desfiz-me de algumas...
Mais uma vez, aquele velho filme se passou na minha cabeça. Feito água mole em pedra dura, que tanto bate até que fura. Percebi que quanto mais nos curvamos, cedo ou tarde terminaremos com a cara no chão ou com dor na região lombar.
E no meu caso, as duas coisas!
Demorei pra perceber isso. Estou bem cansada de servir, de sempre ir atrás, de procurar, perguntar, falar, estender a mão e o resto do meu pequeno corpo, e não receber nada em troca. Certa vez disseram-me se eu sempre estou disposta, à disposição, prestes a atender o mais longínquo chamado, é porque meu coração é grande, e que se eu faço isso, é porque gosto de ajudar as pessoas. Mas e porque danado é que eu sinto esse vazio enorme???
Certa vez também me disseram que as coisas não são exatamente como vejo, que faço tempestade em copo de água, que sou dramática. Mas porque sempre me sinto usada??? Como já foi dito algumas vezes: sandálias havaianas. E quando me sinto assim, a tendência é me afastar de tudo o que me faz esse “suposto mal”. Fico irônica, sarcástica, mal educada, estúpida, com humor negro. Ultimamente não tenho achado graça em nada. Não vejo cores. Só um céu cinza, na vida de uma pessoa que se sente SÓ na multidão.
Meu coração é grande sim, mas não abusem. E tenho dito.